Corinthians X Cerro Porteño
Olá caros amigos.
Tive o prazer de ver esta partida no Pacaembu, esmagado no Tobogã poi eu era daqueles infortunados baixinhos. Mas havia gente de bom coração que me pferecu um lugra de visão melhor, em oposição a outros que, conseguindo uym lugara razoável querem queo s outros se danem. Além da falta de eduxação normal e o desrespeito na saída com as pessoas te empurrando na escadaria quase te derrubando. Tirando o fato de que havia muitos senhores no mei destes empurrados. Mas como a gente sabe educação fica abaixo de celular, tênis, camisa oficial ou de torcida organizada e maconha.
Agora deixando de lado a parte negativa, vamois ao jogo.
O Corinthians novamente, como é de costume, complicou uma partida ganha. Tomou pressão do Cerro desde o início. Aliás quase tomou um gol nos primeiros minutos. O time não conseguia ter posse de bola, errando muitas saídas e dando vários contra-ataques aos adversários. Isso foi até 36 minutos do primeiro tempo, quando o Corinthias consegiui um cruzamento pelo lado direito que bateu no zagueiro do Cerro e sobrou para Ronaldo livre marcar o primeiro. Típico lance do centro-avante bem posicinado. No resto do jogo sua atução foi discreta como tem sido de costume devido à sua lentidão.
A partis daí o Corinthians tomou controle do jogo, errando menod e chaegando mais à áreao do Cerro, perdenod alguns gols na cara em lances que os zagueiros paraguaios salvara, na raça. Aos 18 munitos uma falta pertinho da área, no lado diretio do goleiro. Chicão arremata com grande estilo; o goleiro ainda toca na bola mas esta entra: 2º gol. O jogo está nas maõa do Corinthians.
O jogo ficou morno até os 34 quando Julio Santos entrou sossegado na área e fez o gol do Cerro. Aí recomeçou a pressão dos paraguaios que atromenteram até o fim. O goleiro Rafael Santos, com uma atuação fraca, fez uma bela defesa de um tiro paraguaio de fora da área.
O Manoi demorou muito para colocara Jorege Henrique e Iarley (após os 40 do segundo tempo). Nesta Libertadores ele será pragmático: 1 a 0 é goleada, o negócio é evitar tomar gols e vencer por pouco.
Agora o Corinthians é o quarto melhor peimeior colocado mas com 4 quantro jogos, enquanto os três melhores já tem 5 jogos. O Timão tem tudo para ficar com o posto de melhor peimeiro colocado.
O próximo jogo é dia 22 de abril às 21h50 no Pacaembu contra o Independiente de Medellín.
Abraços.
GID
Ferenc Puskás
Ferenc Puskás Biró (Budapeste, 2 de Abril de 1927 — Budapeste, 17 de Novembro de 2006) foi um futebolista húngaro, considerado um dos melhores do século XX. Seu nome de batismo era Ferenc Purczeld Biró (Purczeld Biró Ferenc, no padrão húngaro).
Puskás celebrizou-se como o líder da Seleção Húngara que fez história na primeira metade da década de 1950, quando seu elenco ficou conhecido como “os mágicos magiares”. O país ficou quatro anos invicto, ganhando a medalha de ouro do futebol nos Jogos Olímpicos de Verão de 1952 e terminando a Copa do Mundo de 1954 vice-campeão, embora seja considerado indubitavelmente o melhor time deste torneio.[1] Paralelamente, era o líder natural do clube que servia de base para aquele selecionado, o Honvéd. Seus 83 gols em 84 jogos pela Hungria fazem-no o maior artilheiro da seleção magiar; foi por muito tempo o maior goleador de uma seleção, recorde batido pelo iraniano Ali Daei.[2]
Puskás, que tinha a patente de major (daí seu apelido Major Galopante),[3] tem uma marca de gols excepcional por seu país, 83 em 85 jogos. Dono de habilidade precisa para passes e dribles curtos e secos, além de um era um primoroso chute de esquerda, era um jogador cerebral.[1] Em comparação com outros jogadores da época, era considerado gordo e baixo, assim como um anão de jardim. Colocava brilhantina nos cabelos negros e penteava-os para trás.
Maior futebolista húngaro de sempre, entrou para a história do esporte também por seus feitos pelo Real Madrid no final daquela década e início da seguinte. É também um dos poucos a terem jogado Copas do Mundo por dois países: participou da de 1962 competindo pela Espanha. De acordo com a FIFA, Puskás é um dos cinco a terem jogado Copas do Mundo por dois países considerados diferentes pela entidade, ao lado de Luis Monti (que jogou a de 1930 pela Argentina e a de 1934 pela Itália), José Santamaría (que jogou a de 1954 pelo Uruguai e a de 1962 pela Espanha), José João “Mazzola” Altafini (que jogou a de 1958 pelo Brasil e a de 1962 pela Itália) e Robert Prosinečki (que jogou a de 1990 pela Iugoslávia e as de 1998 e 2002 pela Croácia).[nota 1][nota 2]
De acordo com o IFFHS, os 512 gols de Puskás (em 528 partidas) fazem dele o maior artilheiro do século XX.[4] Ao lado do compatriota Zoltán Czibor e do uruguaio José Pedro Cea, Puskás é também um dos três atletas que marcaram gols em finais de Olimpíada e de Copa do Mundo.
Desde 2009, a FIFA concede o Prêmio Ferenc Puskás ao autor do gol mais bonito do ano.
| Clubes profissionais | ||
|---|---|---|
| Anos | Clubes | Jogos (golos) |
| 1943–1949 1949–1955 1958–1966 |
177 (158) 164 (165) 182 (157) |
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| Seleção nacional | ||
| 1945–1956 1961–1962 |
085 0(84) 004 00(0) |
|
| Times que treinou | ||
| Anos | Clubes | Jogos |
| 1966–1967 1967 1968 1968–1969 1970–1974 1975 1975–1976 1976–1977 1978–1979 1979–1982 1985–1986 1986–1989 1989–1992 1993 |
||
Começou aos dezesseis anos a sua carreira de jogador profissional em 1943, em plena Segunda Guerra Mundial, num time da sua cidade chamado Kispest, próximo de sua casa.[1] Seu pai era um ex-jogador do time, do qual tornou-se treinador quando o jovem Ferenc Puskás tinha nove anos.[1] O garoto recebera seu novo sobrenome no ano anterior: o pai, por razões políticas, decidira trocar o sobrenome familiar original, de origem alemã.[5] “Puskás”, em húngaro, significa “revólver“. Devido ao fato de ter o mesmo nome do pai, o garoto ficaria conhecido como “Öcsi Puskás”; “Öcsi” é a versão húngara para “júnior“. Até os doze anos de idade, utilizou o pseudônimo “Miklos Kovács” no Kispest.[6]
O Kispest, embora tradicional, não era uma equipe vencedora. Criada em 1909, jamais ganhara o campeonato húngaro, cujo título naqueles anos costumava ficar com Újpest Dozsa e Ferencváros. Em 1948, Puskás quebrou o recorde de gols no campeonato, marcando cinquenta.[1] A história mudaria de vez em 1949, quando o Exército húngaro, decidido a ter seu próprio time de futebol, associou-se ao Kispest, que foi renomeado Honvéd.[1][3] Gusztáv Sebes, vice-ministro dos Esportes,[3] garimpou jogadores e colocou os melhores que encontrou no Honvéd.[3]
Puskás e os colegas passaram a conviver com uma disciplina militar de treinamentos. Entre seus companheiros de clube, destacavam-se Sándor Kocsis, Zoltán Czibor, József Bozsik, Gyula Grosics, Gyula Lóránt e László Budai, seus colegas também na Seleção. O time conquistou o primeiro campeonato húngaro que disputou como Honvéd (Defensor), em 1950, com 31 gols de Puskás, novamente artilheiro. Com Ferencváros e Újpest tornando-se meros coadjuvantes, as disputas passaram a dar-se com o Vörös Lobogó (Estrela Vermelha), outro time reestruturado e renomeado por um órgão do governo: seu nome original era MTK, sendo o time da polícia.[3] O novo rival ganhou em 1951 e 1953 (com ele sendo novamente artilheiro, com 27 tentos) e o Honvéd, em 1952 e 1954 e 1955.
Em 1956, tudo mudou no Honvéd. O clube estava na Espanha, onde jogaria contra o Athletic Bilbao[7] pela Copa dos Campeões da UEFA [8] quando a Revolução Húngara de 1956, movimento com ampla adesão popular em que a Hungria tentou livrar-se da excessiva influência soviética, foi reprimida pelo Pacto de Varsóvia.[1][7] Os jogadores do Honvéd, liderados por Puskás,[1] decidiram não voltar para casa: a partida de volta contra o Bilbao teve de ser realizada em Bruxelas e o time foi eliminado. Os jogadores, para sustentarem-se financeiramente,[8] passaram a realizar amistosos pelo mundo em 1957,[7] incluindo alguns pelo Brasil, onde jogaram contra Flamengo e Botafogo.[1]
A FIFA, então, proibiu os jogadores de atuarem enquanto não regularizassem sua situação com a Federação Húngara.[1] Tal situação arrastou-se por mais de um ano, até que um acordo foi feito: por ele, oito jogadores regressariam à Hungria e os demais se espalhariam pela Europa.[1] Dentre os que sairiam da equipe, estavam Puskás, Kocsis e Czibor, que acabaram indo jogar na Espanha. O major pelo Real Madrid, os outros dois pelo rival Barcelona. O Honvéd, que no início dos anos 50 era indiscutivelmente o melhor time do mundo,[1] só voltaria a ser campeão na década de 1980. Puskás, por sua vez, seria caluniado no país natal por conta do exílio, sendo tachado de “desertor”, “gordo” e até “contrabandista”.[9]
Sua paixão pelo Honvéd, no entanto, não morreria. O livro Puskás: uma lenda do futebol, lançado em 1998 no Brasil, encerra com as seguintes palavras do ex-jogador: “Quando olho para trás, vejo que ao longo de minha vida uma única linha se desenvolveu – apenas o futebol. Foi uma linha simples, direta, sem ambições conflitantes. Desde aquele momento na minha infância quando ouvi o misterioso clamor da multidão no estádio Kispest, a apenas alguns metros de distância da janela da nossa cozinha, acho que já estava predestinado.”
Inicialmente, Puskás morou um ano na vizinha capitalista Áustria, mas não conseguiu permissão para jogar.[6] Manifestou depois desejo de jogar no futebol italiano, despertando interesse de Milan e Juventus, mas a possibilidade foi afastada com a sanção da FIFA.[6] Foi então trazido em 1958 ao Real Madrid por seu ex-técnico no Honvéd, Emil Östreicher.[6] Chegou cercado de críticas: não jogava com regularidade havia mais de um ano e já tinha 31 anos,[1] parecendo distante do astro-símbolo do Honvéd e da Hungria no início da década. Segundo relatos, surpreso com a insistência dos blancos em contratá-lo, ele, com dezoito quilos acima do peso, foi franco com o presidente Santiago Bernabéu: “O senhor me olhou? Estou gordo”, no que foi respondido “Este não é problema meu, é seu”.[10]
Logo, todavia, demonstrou do que a sua canhota ainda era capaz;[1] a Liga Espanhola ficou com o rival Barcelona, onde jogavam seus ex-colegas de Honvéd e Hungria, Sándor Kocsis e Zoltán Czibor (e de outro compatriota, László Kubala), mas no torneio Puskás marcou 21 gols em seu retorno a jogos oficiais, logo desenvolvendo grande parceira com a estrela-mor do clube, o argentino Alfredo di Stéfano. Juntava-se também a outro celebrado astro estrangeiro, o francês Raymond Kopa.
Puskás chegara ao Real com o time consagrado internacionalmente: havia vencido as quatro edições da Copa dos Campeões da UEFA, competição iniciada a partir da temporada europeia de 1955/56. Na campanha de 1958/59, o húngaro mostrou-se decisivo contra o outro rival, o Atlético de Madrid: após duas partidas empatadas, as duas equipes tiveram de se enfrentar em um jogo extra, e Puskás marcou um dos gols na vitória por 2 x 1. Todavia, uma lesão acabou lhe tirando da final, contra o Stade de Reims.
Na segunda temporada no Real, a de 1959/60, o campeonato espanhol ficou novamente com o Barcelona. Puskás, por outro lado, sagrou-se artilheiro com 25 gols. Paralelamente, na Copa dos Campeões, o clube chegou novamente e pela quinta vez seguida à final, a primeira disputada por Puskás, agora o Pancho da torcida madridista.[1] Na campanha, os merengues já haviam dado o troco no Barcelona, contra quem jogaram nas semifinais. Foram duas vitórias por 3 x 1, com Puskás marcando três vezes – duas delas na casa do adversário, o Camp Nou.
A final foi contra os alemães do Eintracht Frankfurt. Puskás e Di Stéfano atuaram magistralmente: o húngaro marcou quatro vezes e seu amigo, três, na vitória blanca por 7 x 3. O jogo foi na Escócia, no Hampden Park, e a performance do Real (e de seus dois astros) foi descrita pelo jornal britânico The Guardian como “Fonteyn e Nureyev, Bob Dylan no Albert Hall, a primeira noite de Sagração da Primavera, Olivier no seu auge, o Armoury Show e a Ópera de Sydney, tudo isso em um só evento”.[11] Puskás terminou também artilheiro da Copa, com doze gols. Ao final de 1960, o Real faturia também a primeira Copa Intercontinental, com vitória de 5 x 1 sobre o Peñarol. Em menos de dez minutos, Puskás já havia marcado duas vezes, e Di Stéfano, uma.
A temporada de 1960/61 terminou de forma inversa em relação aos torneios: na Copa dos Campeões, Barcelona e Real se enfrentaram logo nas oitavas e desta vez os blaugranas se deram melhor, eliminando os rivais. Por outro lado, o Real ganhou a liga espanhola, a primeira delas com Puskás no elenco. O que não mudou foi a artilharia do campeonato, que ficou novamente com o húngaro, com 27 gols. Um novo título espanhol, e um também na Copa do Rei (no que foi o primeiro e único título de Puskás na competição, que na época chamava-se Copa do Generalíssimo), vieram em 1961/62, e na mesma temporada o Real voltou à final da Copa dos Campeões, decidida contra o Benfica. Puskás realizou outra performance notável. Com 23 minutos de jogo, já marcara duas vezes. Os portugueses, que na edição anterior venceram o Barcelona na final, conseguiram deixar o placar empatado ainda nos 34 minutos do primeiro tempo, mas Puskás marcou o terceiro quatro minutos depois.
No segundo, porém, o adversário, em incrível reação, virou a partida e terminou campeão por 5 x 3, na primeira vez em que o Real perdeu uma decisão da Copa dos Campeões. Isto foi posto de lado na Espanha: na temporada 1962/63, a equipe ultrapassou o Barcelona e alcançou seu nono título espanhol, isolando-se como a maior vencedora da competição. Puskás, mais uma vez, foi o goleador máximo, marcando 26 vezes. O décimo título espanhol – o quinto seguido – veio na de 1963/64, com o húngaro alcançando sua quarta artilharia, com vinte gols. Naquela temporada, o Real voltou à final da Copa dos Campeões. Puskás, que, com sete gols, terminaria novamente artilheiro do torneio, e Di Stéfano, porém, não conseguiram furar a retranca catenaccio da Internazionale e não marcaram. A equipe italiana conhecia bem quem enfrentava: era treinada por Helenio Herrera e tinha como um de seus principais jogadores Luis Suárez, ambos ex-adversários de Barcelona, além de terem convivido com boa parte do elenco do Real na Seleção Espanhola. O opontente venceu por 3 x 1.
A temporada 1965/66 foi a última de Puskás, que disputou apenas oito partidas da liga espanhola. Ele já não tinha o amigo Di Stéfano, que saíra do clube em 1964, insatisfeito de ter ido para a reserva após a derrota para a Inter de Milão. A série de conquistas no espanhol acabou interrompida com o título do rival Atlético de Madrid. Na Copa dos Campeões, ele marcou cinco vezes em três jogos. O clube novamente sagrou-se campeão, batendo de virada os iugoslavos do Partizan, mas sem o húngaro na decisão.
Puskás recebeu sua primeira convocação em 1945, com a Segunda Guerra Mundial recém-acabada,[1] quando a Seleção Húngara se reuniu para dois amistosos contra a Áustria.[1] Na estreia, marcou um gol na vitória por 5 x 2.[12] Contudo, apenas com a reestruturação militar – quando não atuavam por seus clubes, os principais jogadores do país treinavam juntos e em tempo integral,[3] desenvolvendo entrosamento perfeito [1] – de Gusztáv Sebes é que os magiares voltariam a decolar – o país fora vice-campeão da Copa do Mundo de 1938.
Em 4 de junho de 1950, em vitória por 5 x 3 sobre a Polônia em Varsóvia daria início a uma impressionante série invicta que duraria quatro anos. Naquele ano, a Copa do Mundo voltou a ser realizada, no mundial do Brasil. Porém, a única nação do bloco comunista que competiu nas eliminatórias (e, posteriormente, no mundial) foi a Iugoslávia; a Hungria, bem como as demais nações, declinaram em participar, sem oferecer maiores explicações.[13]
Em 1952, a criação de Sebes foi apresentada ao mundo nas Olimpíadas de Helsinque. Puskás era o líder de um time que realizou uma campanha irrepreensível: cinco jogos, cinco vitórias, vinte gols a favor e apenas dois contra.[3] A medalha de ouro veio após vitória por 2 x 0 sobre a Iugoslávia. No inovador esquema da Seleção, Puskás e seu colega no meio-de-campo, Kocsis, movimentavam-se sem posição fixa, enquanto os os ponteiros recebiam auxílio dos outros médios, ao passo que o centroavante Nándor Hidegkuti recuava para participar da armação de jogadas.[3] Com isso, a Hungria chegava a atacar com até sete atletas, superando em número os defensores adversários.[3]
Em 1953, a Inglaterra enfim decidiu convidar a Hungria para um amistoso em Wembley. Isto fazia parte de uma tradição do English Team em provar sua superioridade sempre que uma seleção despontava na Europa; em seu mítico estádio, os britânicos costumavam aplicar uma surra nos desafiadores e continuavam a se proclamar os senhores do futebol.[3] Os húngaros, além da conquista olímpica, estavam orgulhosos da conquista, naquele ano, da Copa Dr. Gerö, torneio precursor da atual Eurocopa. As únicas derrotas da Seleção Inglesa em seus domínios, até então, tinham vindo das outras seleções britânicas. No dia 25 de novembro, cem mil pessoas [3] lotaram Wembley e o resultado da partida geraria uma comoção nacional entre os ingleses.[3]
Com 90 segundos, Hidegkuti fez 1 x 0. Os ingleses empataram aos 13 minutos e o mesmo jogador pôs novamente a Hungria à frente aos vinte. Quatro minutos depois, Puskás aplicou um drible seco em seu marcador Billy Wright, arrastando a bola para trás com a sola de seu pé esquerdo e deixando o capitão inglês estatelado no chão,[10] fuzilando então a meta inglesa, fazendo 3 x 1. Outros três minutos se passaram e o major fez o quarto. A partida terminaria 6 x 3. Logo um novo encontro entre as duas seleções foi marcada, para dar aos ingleses a chance da revanche. Mesmo preparando-se melhor,[3] o English Team levou de 1 x 7 no Népstadion, em Budapeste. A vitória, em 23 de maio de 1954 não deixou dúvidas de que a Hungria era a melhor Seleção europeia, com seu misto de talento, disciplina e força.[3] Outra tática era fazer um aquecimento cedo dentro de campo, enquanto o adversário ainda se preparava nos vestiários: desta forma, pegavam o oponente ainda frio e costumavam marcar uma ou duas vezes logo no início da partida.[
A um mês da Copa do Mundo de 1954, os magiares somavam 23 vitórias, 4 empates, 114 gols a favor e 26 contra em sua série invicta.[3] A equipe classificou-se para o torneio sem precisar jogar – os poloneses, os únicos adversários a serem enfrentados, retiraram-se da disputa, que ninguém duvidava de que terminaria a favor dos húngaros se levada para os gramados.[15] A estreia na Copa foi contra a Coreia do Sul. O resultado deixou a larga impressão de que não passara de um treino para os magiares,[16] que venceram por 9 x 0, no que foi por muito tempo a maior goleada das Copas (superada apenas por um 10 x 1, curiosamente também aplicado pela Hungria, na Copa do Mundo de 1982 contra El Salvador). Puskás marcou duas vezes.
O jogo seguinte foi contra a Alemanha Ocidental, que escalou um time reserva, sabendo que não deveria vencer a partida.[17] A Hungria venceu por 8 x 3 e Puskás marcou mais uma vez, aos 17 minutos do primeiro tempo, mas saiu no prejuízo: aos 15 minutos do segundo, sofreu uma entrada por trás de Werner Liebrich, caiu de mau jeito e torceu seriamente o tornozelo.[17] Sem condições sequer de caminhar ao vestário, ficou sentado na linha da lateral, onde exibiu aos jornalistas a perna inchada.[17]
Para muitos, a Copa acabava para ele ali. Os colegas souberam vencer sem ele, mas o jogos foram mais difíceis: 4 x 2 contra Brasil nas quartas-de-final e o mesmo resultado contra o campeão Uruguai nas semifinais, este adversário só vencido em dura e extenuante prorrogação.[18] Contra os brasileiros, mesmo não entrando em campo, Puskás fez parte da briga generalizada que ocorreu na partida: na chamada “Batalha de Berna“,[19] ele abriu a testa de Pinheiro com uma garrafada, no túnel.[20]
Na final, os húngaros enfrentariam novamente a Alemanha Ocidental, agora escalada com seus titulares e bem mais confiante,[21] com uma trajetória crescente a cada jogo que incluiu uma goleada de 6 x 1 sobre a Áustria nas semifinais. Puskás finalmente voltou ao time: mesmo com o tornozelo não totalmente curado, convenceu Gusztáv Sebes de que aguentaria jogar.[21] Com seu pré-aquecimento característico, a Hungria logo marcou: aos seis minutos, determinado a provar de que se recuperara, Puskás abriu o marcador após chutar rasteiro e cruzado a bola quando ela sobrou-lhe limpa depois que um cruzamento de Sándor Kocsis desviou justamente no carrasco Liebrich.[22]
Três minutos depois, Kocsis ampliou. Porém, os alemães cumpriram à risca o esquema tático planejado por seu técnico, Sepp Herberger, que anulava a principal referência das jogadas húngaras, Nándor Hidegkuti.[21] E em apenas sete minutos empataram a partida. O gol de empate teria ocorrido após falta no goleiro Gyula Grosics, mas os magiares não reclamaram: a autoconfiança era tamanha que eles nunca reclamavam do juiz, pois os erros de arbitragem costumavam ser compensados com vários gols.[21] Porém, os adversários conseguiram ajustar-se na partida e, após o empate, fecharam-se na defesa, fazendo jogadas ofensivas apenas em contra-ataques.[21] Aos poucos, a Hungria passou a mostrar o desgaste físico provocado pelos duros confrontos contra Brasil e Uruguai [21] – e Puskás, o de sua lesão.
Cautelosos, os húngaros passaram a se preservar para uma nova prorrogação, diminuindo seu ímpeto.[21] Porém, aos 39 minutos do segundo tempo, a Alemanha Ocidental conseguiu virar o jogo, em um de seus contra-ataques.[21] Puskás, aos 43, conseguiu empatar. Porém, o bandeirinha marcou impedimento. Os germânicos, com bastante fôlego (o que provocaria suspeitas posteriormente confirmadas de doping),[7] souberam segurar a partida, quebraram a invencibilidade húngara e sagraram-se campeões.
Proibido de voltar à Hungria,[1] Puskás naturalizou-se cidadão espanhol. Na Seleção Espanhola já jogavam naturalizados, dentre eles seus colegas de Real Madrid Alfredo di Stéfano e José Santamaría (uruguaio), além do paraguaio Eulogio Martínez. A Espanha falhara em ir à Copa do Mundo de 1958 mesmo com Di Stéfano já atuando pelo país. Nas eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 1962, os espanhóis teriam como únicos adversários o País de Gales. Contra os galeses, La Furia conseguiu passar, mas não sem vexame: em Gales, venceram por 2 x 1 com um gol de Di Stéfano a doze minutos do fim;[23] em Madrid, fez 1 x 0 aos dez minutos do segundo tempo, permitiu o empate e sofreu com a pressão britânica até o final da partida.[23]
A partida não seria a última classificatória: para ir ao Chile, a Espanha teve de enfrentar um play-off contra o vencedor do subgrupo africano da chave em que estava, o Marrocos. O técnico Pedro Escartín então resolveu convocar Puskás, escalando-o para a primeira partida, em Casablanca.[12] A Espanha venceu, com um gol a dez minutos do fim.[23] Na volta, a Espanha novamente venceu sem convencer, tendo de segurar a pressão marroquina após o placar ficar em 3 x 2 para os espanhóis. Puskás não atuou nessa partida; [12] o jogo de ida nos duelos contra o Marrocos acabaria sendo a única vez em que atuou ao lado de Di Stéfano pela Espanha.[24]
Com apenas uma partida pela Espanha, Puskás foi, aos 35 anos, convocado pelo país para a Copa do Mundo de 1962. Na estreia, o time foi novamente apático, não conseguindo concluir as jogadas,[25] e perdeu por 0 x 1 para a Tchecoslováquia. Na segunda partida, o time jogou melhor, embora só tenha marcado uma vez,[26] o suficiente para vencer o México.
A Espanha chegou à última partida da primeira fase precisando vencer para classificar-se. O jogo seria contra o campeão Brasil, velho conhecido de Puskás. Antes da partida, ele declarou que se a Espanha perdesse, tiraria a camisa e nunca mais atuaria pelo país.[27] As duas seleções jogariam seriamente desfalcadas: a Espanha sem Di Stéfano, que ainda não pudera jogar na Copa, e o Brasil sem Pelé.[28]
Aos 35 minutos do primeiro tempo, os europeus ficaram na frente. Porém, o desconhecido substituto de Pelé, Amarildo, virou a partida com gols aos 27 e 41 do segundo tempo. Quando ainda estava 1 x 0, porém, a Espanha poderia ter liquidado a partida: Nilton Santos cometeu pênalti em Enrique Collar, mas ludibriou o árbitro ao dar dois passos à frente e sair da grande área. O juiz marcou então falta,[29] que Puskás cobrou cruzando-a para Joaquín Peiró, que acertou as redes com um chute de bicicleta. O juiz chileno Sergio Bustamente, porém, anulou o gol alegando jogo perigoso.[29] O trio de arbitragem sul-americano seria bastante criticado pelos espanhóis.[29] Di Stéfano não atuou nesses jogos em virtude de uma lesão: só teria condições de jogo na segunda fase no torneio,[30] e a eliminação precoce impediu que os dois amigos atuassem mais vezes pela Espanha, assim como não permitiu ao argentino o sabor de jogar uma Copa.
Embora não tenha tirado a camisa, a derrota para o Brasil acabaria realmente sendo a última partida de Puskás pela Seleção Espanhola.[27] Curiosamente, poderia ter ido à Copa ao lado de outro húngaro naturalizado, seu constante adversário de Barcelona, László Kubala. No entanto, este estava lesionado e não foi ao mundial. Puskás e Kubala nunca jogaram juntos pela Espanha.[12][31] A única vez em que atuaram lado a lado foi em uma derrota da Hungria para a Bulgária em 1948,[12][31] ainda antes da seleção ser revolucionada por Gusztáv Sebes. Quando Sebes começou a fortalecer o selecionado magiar, Kubala já havia ido embora do país, fugindo da ascensão comunista. A decisão de Puskás acabaria lhe tirando a oportunidade de faturar a Eurocopa 1964 com a Espanha: o torneio ocorreu quando ele, mesmo aos 38 anos, ainda estava em alto nível, campeão e artilheiro do Espanhol de 1963/64, além de ter marcado três gols na perdida final da Copa dos Campeões, na mesma temporada. Curiosamente, teria enfrentado seu país natal nas semifinais.
Acabou tornando-se um treinador de relativo sucesso. Uma de suas melhores performances foi quando levou o Panathinaikos, da Grécia, à final da Copa dos Campeões de 1971, perdida para o Ajax de Johan Cruijff. Com a equipe, foi ainda campeão grego em 1971 e 1972. No San Francisco Golden Gate Gales, onde esteve em 1967, chegou a treinar seu compatriota László Kubala, então em fim de carreira.
Após treinar equipes dos cinco continentes da bola (como o americano Colo-Colo, o africano El-Masry, a asiática Seleção Saudita e o oceânico South Melbourne, além do Panathinaikos e outros europeus), encerrou a sua carreira de técnico no começo da década de 1990, treinando a sua Hungria em 1993. Fixara residência natal desde o ano anterior, após o fim do comunismo por lá.[4] Mas já pudera regressar à ela em 1981, com o início do processo de abertura política do Leste Europeu.[4] Foi recebido como herói pelo povo e ex-companheiros de Honvéd, dentre os quais já não estava József Bozsik, seu amigo de infância,[8] morto em 1978.
Em 1995, foi alçado à patente de coronel.[4] Em 1997, por ocasião de seu 70º aniversário, recebeu do então presidente do Comitê Olímpico Internacional, Juan Antonio Samaranch, a ordem de honra do COI, a máxima condecoração olímpica.[4] Em 1999, o governo húngaro lhe nomeou embaixador do esporte do país.[4]
Desde 2000, Puskás sofria do Mal de Alzheimer, doença degenerativa que atinge o cérebro e causa perda progressiva da memória, o que fez seu amigo Di Stéfano e outro ex-colega de Real, Amancio Amaro, viajara a Budapeste para vê-lo e saber de sua situação financeira e de saúde; seu ex-clube logo se dispôs a ajudá-lo com despesas de tratamento.[32] Em 2001, O Népstadion, estádio municipal de Budapeste, passaria a chamar-se Estádio Puskás Ferenc em uma justa homenagem ao maior símbolo do futebol húngaro. Uma última grande homenagem em vida veio em 2004, quando foi eleito o melhor jogador da Hungria dos cinquenta anos da UEFA, nos Prêmios do Jubileu da entidade.
O ídolo morreu em Budapeste, no dia 17 de novembro de 2006, depois de ficar internado com uma pneumonia durante cerca de dois meses, recebendo um funeral de Estado. Quatro anos depois, foi anunciada a estreia de um musical que destaca os feitos dele e de seus companheiros na Copa do Mundo de 1954. O espetáculo, que contém gravações e fragmentos de documentários da época, leva o nome da alcunha daquele mítico elenco: “A equipe de ouro“.[33]
Títulos
Como Jogador
- Honvéd
- Copa dos Campeões da UEFA: 1959, 1960, 1966
- Copa Intercontinental: 1960
- Campeonato Espanhol: 1961, 1962, 1963, 1964, 1965
- Copa do Generalíssimo: 1962
Como Treinador
- South Melbourne
Individuais
- Artilheiro do Campeonato Húngaro: 1948 (50 gols); 1949 (31 gols); 1950 (25 gols); 1953 (27 gols)
- Artilheiro do Campeonato Espanhol: 1960 (26 gols); 1961 (27 gols); 1963 (26 gols); 1964 (20 gols)
- Artilheiro da Copa Européia: 1960 (12 gols); 1966 (7 gols)
- Seleção da Copa do Mundo: 1954
- Prêmios do Jubileu da UEFA
- FIFA 100
Gerd Müller
Gerhard “Gerd” Müller (Nördlingen, 3 de novembro de 1945) é um ex-futebolista alemão. Foi o maior goleador de sua época e talvez um dos atacantes mais produtivos do futebol mundial.[1]
Seu diferencial era a sua explosão e a velocidade de movimentos em pequenos espaços. A imprensa alemã gostava de chamá-lo de caubói por ser “rápido no gatilho e absolutamente certeiro”. Sua humilde explicação era a de que nunca procurava ângulos ou efeitos plásticos, “só tentava colocar a bola rente ao chão, pois é mais difícil para o goleiro a bola rasteira do que a alta”.[2] Suas rápidas mudanças de lado em espaços curtos faziam os adversários caírem; em seus anos de glória, soube usar seu baixo centro de gravidade de forma sobrenatural.[1]
Com essas características, tornou-se de longe o maior artilheiro da Seleção Alemã (contabilizando seus jogos pela então Alemanha Ocidental), com incríveis 68 gols em 62 partidas, uma média quase insuperável de 1,1 gols por jogo.[2]Supera até a média de Ferenc Puskás (que fizera 83 gols em 84 jogos pela Hungria).[1]Nas doze partidas de alto nível que fez (quatro finais de Copa dos Campeões da UEFA – um delas como desempate -, oito jogos decisivos em Copas do Mundo e Eurocopas), marcou treze.[1]
Artilheiro da Copa do Mundo de 1970 com dez gols, foi por muito tempo o maior artilheiro das Copas, com 14 (somado aos quatro gols que fizera na de 1974, quando foi campeão), até ser superado com o 15º gol do brasileiro Ronaldo na de 2006. É também o terceiro que mais marcou em uma única Copa, atrás do francês Just Fontaine (13 gols em 1958) e do húngaro Sándor Kocsis (11 em 1954).
É também o maior artilheiro do campeonato alemão (do qual foi campeão quatro vezes) em uma única edição (40 gols em 1972), na quantidade de vezes (sete) e no número total (447 em 453 jogos). Sobre sua importância, Paul Breitner e Franz Beckenbauer, seus ex-colegas de Bayern Munique e Seleção Alemã-Ocidental declarariam:
| “Começávamos cada jogo muito confiantes, sabendo que Gerd Müller marcaria o gol decisivo. Precisando de dois ou três gols, OK, ele consegue fazer isso também. Com Gerd Müller no seu time, você não precisa de sistema tático. Tínhamos a nossa estrutura. Mas podíamos jogar com o nosso sistema perfeitamente, mas sem ele não ajudaria. Para ter sucesso, precisávamos do Gerd Müller. E nós o tínhamos”[1] | — Paul Breitner
|
| “Tudo que o Bayern se tornou se deve ao Gerd Müller e aos seus gols. Se não fosse por ele, ainda estaríamos em uma velha barraca de madeira”[1] |
Franz Beckenbauer
| Clubes profissionais | ||
|---|---|---|
| Anos | Clubes | Jogos (golos) |
| 1963-1964 1964-1979 1979-1981 |
32 (51) 453 (447) 80 (59) |
|
| Seleção nacional | ||
| 1966-1974 | 62 (68)!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! | |
Começou no pequeno Nördlingen 1861, de sua cidade natal, na Baviera, após desistir do sonho inicial de ser tecelão.[1]Em sua primeira temporada, já demonstrando a incrível artilharia que lhe caracterizaria, marcou 51 gols em 32 partidas oficiais e foi campeão da sétima divisão alemã.[3] Ao todo, o clube marcara 204 gols, sendo 180 dele, então com 17 anos.[1]Acabou contratado por uma equipe também bávara, de porte relativamente bem maior, mas também pequena: o Bayern Munique, que estava na segunda.
Com o Bayern, não foi diferente: marcou 43 vezes em 37 partidas[3]e também conseguiu o acesso de seu novo clube, que finalmente estrearia na recém-criada divisão de elite do campeonato alemão: a Bundesliga. Na época, o rival Munique 1860 vivia melhor momento: havia acabado de ser vice-campeão da Recopa Europeia, tendo levantado em 1964 a Copa da Alemanha pela segunda vez. O Bayern tinha como títulos a Copa da Alemanha de 1959 e um longínquo campeonato alemão em 1932, fora o fato de haver acabado de subir da segunda divisão. Ainda assim, amanciou o técnico Zlatko Čajkovski, que só passou a escalá-lo na décima partida, por pressão do presidente. Müller estreou marcando duas vezes.[1]
Em sua segunda temporada no Bayern, finalmente jogando na Bundes, passou a conviver com dois jovens que vinham das categorias de base do clube: o volante Franz Beckenbauer e o goleiro Sepp Maier. A primeira temporada na elite não lhe foi das melhores: desacostumado a melhores adversários, anotou apenas 15 vezes em 39 partidas.[3]O Bayern ficou em terceiro no campeonato e viu o rival 1860 ser campeão, igualando-o em número de títulos. A temporada se encerraria com os rivais tendo os mesmos títulos também na Copa da Alemanha: nela, os campeões foram os vermelhos. Entretanto, o time azul possuía a expressão internacional que o Bayern ainda não tinha.
Seu início modesto na elite acabou não lhe credenciando aos olhos do técnico da Seleção Alemã-Ocidental, Helmut Schön, que levaria para a Copa do Mundo de 1966 seus colegas Beckenbauer e Maier, mas não ele: para Schön, “Müller é gordo, não é bom um jogador de futebol, e faz gols por sorte”.[2]Seu tipo físico era realmente longe do ideal para um atacante: baixo (1,74 m), atarracado, pernas curtas e grossas.[2]Era chamado de gordo (der Dick) desde a infância;[2]no Bayern, o técnico Čajkovski ainda o tachava de Kleines, Dickes Müller (“pequeno e gordo Müller”).[1]
Schön mudaria de ideia após o mundial, na temporada que se seguiu. Nela, Müller começou a deixar a pecha de der Dick para trás para tornar-se der Bomber: marcaria 48 gols em 49 partidas oficiais e finalmente receberia sua primeira convocação. 28 deles foram na Bundesliga, na primeira das vezes em que terminaria artilheiro do campeonato. Em 1966/67, o Bayern conseguiria nova Copa da Alemanha e o melhor, aquilo que o título que o 1860 perdera três anos antes: a Recopa Europeia, primeiro título internacional do clube.
O título no campeonato alemão demoraria ainda dois anos para vir, o que ocorreu em 1969, encerrando um jejum de 37 anos, bem conduzidos pela artilharia de Müller, que anotou 30 tentos. A conquista ofuscou a decepção da Alemanha Ocidental em relação à Eurocopa 1968: nas Eliminatórias, o país foi desclassificado ao empatar com a inexpressiva Albânia. Na mesma temporada, a equipe conquistou nova Copa da Alemanha.
O Bayern começava sua transição de sair da posição de equipe média do cenário nacional. Nos dois anos seguintes, Müller continou com seu faro de gol (na primeira delas, foi novamente o artilheiro com incríveis 38 gols, o que o fez receber sua primeira chuteira de ouro como maior goleador do continente na temporada; ganharia também a Bola de Ouro como melhor jogador europeu), mas o título nacional ficaria com o Borussia Mönchengladbach, com quem o Bayern passara a ter rivalidade momentânea, deixando o 1860 de lado.
A Bundesliga voltaria a ser conquistada em 1973, prolongando-se em um tricampeonato seguido, com todos eles celebrados conjuntamente com a artilharia de Müller no torneio: no primeiro, quebrou a marca que já era sua e fez 40, recebendo nova chuteira de ouro. Na segunda e terceira, 36 e 30, respectivamente. Os dois últimos títulos foram comemorados juntamente também com duas conquistas seguidas na Copa dos Campeões da UEFA, o mais importante torneio interclubes europeu, que clube alemão algum havia conquistado. Como não poderia deixar de ser, foi artilheiro também das competições continentais (12 e 8 gols).
Na primeiro conquista, passou em branco na final, e o título quase ficou com o Atlético de Madrid: os espanhóis marcaram a seis minutos do fim da prorrogação, até que o lateral Hans-Georg Schwarzenbeck empatou a segundos do fim, forçando um jogo-desempate. Dessa vez, seria fácil para der Bomber, que marcou duas vezes na goleada por 4 x 0 sobre um adversário abatido. O primeiro deles é apontado pelo próprio como mais bonito da carreira: dominou a bola com o pé após um cruzamento e afundou a bola nas redes, sem ângulo, para o delírio do colega Uli Hoeneß, que caiu para trás, maravilhado.[1]No segundo, encobriu o goleiro Miguel Reina.[1]Semanas depois, ele, Beckenbauer, Maier, Schwarzenbeck, Hoeneß e Paul Breitner venceriam a Copa do Mundo de 1974 como titulares da Alemanha Ocidental. Daí vinha a relação que perdura até os dias atuais entre os grandes jogadores da Seleção Alemã e o Bayern.
A temporada 1974/1975 viu pela primeira vez em três anos a artilharia da Bundes ficar com outro jogador, Jupp Heynckes, e o título ficar com outra equipe – o Mönchengladbach, time de Heynckes. O novo rival responderia ao Bayern aplicando também um tricampeonato alemão. Os dois primeiros anos de jejum em casa não foram muito sentidos: os muniquenses encerravam seu tricampeonato continental, com vitórias de 2 x 0 (com o segundo gol sendo dele, saindo atrás do marcador Paul Madeley em velocidade e completando um cruzamento rasteiro[1]) e 1 x 0 nas final sobre, respectivamente, Leeds United e Saint-Étienne. O Bayern tornava-se, ao lado do Ajax, o segundo maior vencedor da Copa dos Campeões até então, atrás apenas dos seis títulos do Real Madrid do lendário Alfredo di Stéfano.
Nas Copas Intercontinentais, o clube só disputaria na última a que tinha direito: nas anteriores, preferiu não jogar, dando seu lugar na primeira ao Atlético (que terminaria campeão) e, na segunda, não acertando datas com o campeão da Taça Libertadores da América, o Independiente – a mesma equipe que se recusara a enfrentar no ano anterior. Em 1976, o clube aceitou jogar contra o Cruzeiro, que tinha dois celebrados campeões mundiais em 1970 no elenco: Jairzinho e Piazza. Müller marcou o seu na vitória por 2 x 0 (ambos os tentos nos últimos dez minutos do jogo) na primeira partida, em Munique. A taça ficou com o Bayern após a equipe segurar empate sem gols na partida de volta, no Mineirão.
Após a terceira Copa dos Campeões, entretanto, o Bayern começou a entrar em má fase, chegando a figurar na zona de rebaixamento. Müller ainda vinha fazendo bastantes gols: apenas em jogos oficais, fez 30 (em 43 jogos) em 1975, 35 (em 35) em 1976, 48 (em 37) em 1977 e 37 (em 48) em 1978,[3]ano em que voltou a ser artilheiro da Bundes (onde fez 24). Já com 34 anos e sem espaço na Seleção, deixou o clube em 1979 após entrar em atrito com o técnico Pál Csernai,[1]jogando naquele ano apenas 21 vezes pelo Bayern, marcando 13 gols.
Após recusar proposta do Barcelona,[1]foi para o futebol dos Estados Unidos, onde muitas estrelas mundiais foram jogar à beira da aposentadoria – entre elas, Pelé, George Best, Teófilo Cubillas, Johan Cruijff, Johan Neeskens, Carlos Alberto Torres, Gordon Banks, Bobby Moore e seu amigo Beckenbauer. Müller foi contratado pelo Fort Lauderdale Strikers, chegando a atuar ao lado de Best e Cubillas, e posteriormente Elías Figueroa, mas não conquistou títulos.
Passou por uma fase difícil após deixar o futebol, em 1981, aos 36 anos. Montou um bar na Flórida, onde já vinha morando por jogar no Fort Lauderdale, mas, afundado na bebida, costumava ele mesmo consumir o estoque. O alcoolismo o faria perder todo o dinheiro e a mulher.[2]Em 1991, com o fígado possuindo 2400 unidades de medida em um teste Gamma GT (quando um saudável possui entre 10 e 70),[1]foi internado em uma clínica de reabilitação,[1]com as despesas pagas por Franz Beckenbauer,[2]agora um vitorioso técnico da Alemanha Ocidental. Müller retribuiu a ajuda do amigo (que o indicou para treinar as divisões de base do Bayern, onde está até hoje) e não bebe mais.[
Estreou pela Alemanha Ocidental em 1966, no primeiro jogo do país após a perda da Copa do Mundo daquele ano, em partida contra a Turquia. Marcou pela primeira, segunda, terceira e quarta vez em seu segundo jogo, em abril de 1967, em um 6 x 0 sobre a Albânia.[4] A partida era válida pelas Eliminatórias para a Eurocopa 1968 e a mesma Albânia acabaria responsável pela eliminação dos germânicos, na última ocasião em que a Mannschaft ficaria de fora de um torneio importante da FIFA.
Voltou a marcar quatro gols em uma mesma partida em um 12 x 0 sobre o Chipre, em partida já válida pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970.[4]Seria o herói da classificação, anotando em todos os jogos da campanha[4]e terminando como artilheiro da fase de qualificação, com 9 gols.[5]
Na temporada 1971/72 já havia recebido a chuteira de ouro pela segunda vez, após marcar seus até hoje imbatíveis 40 gols no campeonato alemão, do qual foi campeão com o Bayern. Ela acabaria ainda melhor: na Eurocopa 1972, a Alemanha Ocidental, que participava pela primeira vez da fase final do torneio, Müller marcou quatro vezes nela: duas na semifinal, contra a Seleção Belga, e duas nos 3 x 0 sobre a União Soviética, na decisão.
No México, a Seleção Alemã-Ocidental estreou contra o Marrocos. Em sua primeira partida de Copa, Müller fez o gol da vitória de virada por 2 x 1, empurrando para o gol uma bola que batera na trave após cabeceio de Jürgen Grabowski.[6] Após um mau início, a Nationalelf desencantou contra a Bulgária, com ele marcando três (o terceiro seria o de número 800 ds Copas[7] ) na goleada de 5 x 2. A primeira fase se encerrou com ele tendo 7 gols: os outros três foram marcados em espaço de menos de 19 minutos na partida contra o Peru.[8]
Os alemães encontrariam nas quartas-de-final o país que os vencera na final da Copa anterior, a Inglaterra. Os britânicos começaram vencendo por 2 x 0, mas os germânicos conseguiram o empate perto do final da partida. Na prorrogação, Müller marcou seu oitavo gol, aproveitando-se de cabeceio de Hennes Löhr e da indecisão do goleiro Peter Bonetti (que substituía naquela partida o titular Gordon Banks, que sofrera de diarreia na noite anterior[9] ) para mandar para as redes com um sem-pulo.[10] Bonetti nunca mais seria novamente chamado para defender a Seleção Inglesa, e os alemães conseguiam sua revanche.
A semifinal foi marcada por dolorosa emoção: a partida foi contra a Itália, que vencia até os 44 minutos do segundo tempo, quando Grabowski fez 1 x 1. Müller pôs seu país à frente aos cinco minutos da prorrogação em um gol fruto daquilo que era considerado um sétimo sentido dele: segundo o próprio, ouvia vozes interiores que lhe guiavam, e naquele momento soube de alguma forma que deveria correr em direção ao gol, uma vez que a um metro dele o zagueiro Fabrizio Poletti perderia a bola e o goleiro Enrico Albertosi hesitaria. Mesmo com Albertosi fechando-lhe o ângulo em seguida, Müller empurrou para as redes desviando a bola de lado.[1]
Os italianos, entretanto, virariam ainda no primeiro tempo dela. Aos cinco minutos da segunda parte do tempo extra, ele novamente empatou a partida, mas um minuto depois Gianni Rivera marcou o que seria o gol da vitória da Azzurra. Ainda restavam 9 minutos, mas os alemães, que já estavam exauridos da prorrogação contra os ingleses três dias antes, não tiveram forças para reverter a desvantagem.[11] Com o resultado, Müller somou dez gols, o que o faria ser o artilheiro da Copa.
Ele, que antes do mundial acabara de anotar 38 gols pelo Bayern na Bundesliga, acabaria recebendo a Bola de Ouro como melhor jogador da Europa, tornando-se o primeiro alemão a receber a premiação da France Football.
A Alemanha Ocidental tinha bons índices para a Copa: era a anfitriã, havia sido dois anos pela primeira vez antes campeã continental, foi a terceira colocada da Copa anterior e seu time-base era repleto de jogadores do Bayern Munique, que semanas antes do torneio haviam sido pela primeira vez vencedores da Copa dos Campeões da UEFA revertendo dramaticamente um resultado favorável ao Atlético de Madrid; o clube também havia acabado de ser tricampeão nacional seguido com ele, Müller, artilheiro pela terceira vez seguida.
Müller, entretanto, faria um mundial mais modesto, ao menos em números: na primeira fase, marcou apenas uma vez, nos 3 x 0 sobre a Austrália. Seria mais decisivo a partir da segunda fase, também disputada em grupos de quatro países, e não em mata-matas: marcou a oito minutos do fim o segundo nos 2 x 0 sobre a Iugoslávia de forma curiosa: caiu de bunda após furar um cruzamento rasteiro, mas com isso desviou a bola do último zagueiro e do goleiro. Escorregando, conseguiu mandar a bola para o gol.[1]Na partida decisiva para a vaga na final, contra o bom time da Polônia, adversária direta, fez o único da partida aos 36 do segundo tempo. Esse gol o fez igualar a Just Fontaine como o maior artilheiro das Copas – o ex-jogador da França ainda levava a melhor, tendo anotado todos os seus treze gols em um único mundial, o de 1958.
A final seria sua última partida pela Seleção Alemã-Ocidental, da qual iria se aposentar após o torneio. E terminou crucial, como vinha sendo: a dois minutos do fim do primeiro tempo, marcou o gol que virou a partida em 2 x 1 contra os favoritos neerlandeses, que vinham apresentando o futebol mais espetacular da competição. Müller, que ainda fez outro, anulado por impedimento,[1]somava ali seu 14º tento em Copas, superando Fontaine do melhor jeito possível: dando a vitória à Alemanha Ocidental. Apesar da pressão adversária no segundo tempo, o resultado se manteve e a Mannschaft conquistaria pela segunda vez a Copa do Mundo.
A artilharia de Müller em Copas só seria superada pelo brasileiro Ronaldo, sete edições e 32 anos depois. O Fenômeno, no entanto, precisou de três mundiais para somar seus quinze gols.
A Alemanha Ocidental tinha bons índices para a Copa: era a anfitriã, havia sido dois anos pela primeira vez antes campeã continental, foi a terceira colocada da Copa anterior e seu time-base era repleto de jogadores do Bayern Munique, que semanas antes do torneio haviam sido pela primeira vez vencedores da Copa dos Campeões da UEFA revertendo dramaticamente um resultado favorável ao Atlético de Madrid; o clube também havia acabado de ser tricampeão nacional seguido com ele, Müller, artilheiro pela terceira vez seguida.
Müller, entretanto, faria um mundial mais modesto, ao menos em números: na primeira fase, marcou apenas uma vez, nos 3 x 0 sobre a Austrália. Seria mais decisivo a partir da segunda fase, também disputada em grupos de quatro países, e não em mata-matas: marcou a oito minutos do fim o segundo nos 2 x 0 sobre a Iugoslávia de forma curiosa: caiu de bunda após furar um cruzamento rasteiro, mas com isso desviou a bola do último zagueiro e do goleiro. Escorregando, conseguiu mandar a bola para o gol.[1]Na partida decisiva para a vaga na final, contra o bom time da Polônia, adversária direta, fez o único da partida aos 36 do segundo tempo. Esse gol o fez igualar a Just Fontaine como o maior artilheiro das Copas – o ex-jogador da França ainda levava a melhor, tendo anotado todos os seus treze gols em um único mundial, o de 1958.
A final seria sua última partida pela Seleção Alemã-Ocidental, da qual iria se aposentar após o torneio. E terminou crucial, como vinha sendo: a dois minutos do fim do primeiro tempo, marcou o gol que virou a partida em 2 x 1 contra os favoritos neerlandeses, que vinham apresentando o futebol mais espetacular da competição. Müller, que ainda fez outro, anulado por impedimento,[1]somava ali seu 14º tento em Copas, superando Fontaine do melhor jeito possível: dando a vitória à Alemanha Ocidental. Apesar da pressão adversária no segundo tempo, o resultado se manteve e a Mannschaft conquistaria pela segunda vez a Copa do Mundo.
A artilharia de Müller em Copas só seria superada pelo brasileiro Ronaldo, sete edições e 32 anos depois. O Fenômeno, no entanto, precisou de três mundiais para somar seus quinze gols.
Titulos
- Nördlingen 1861
-
- Bezirksliga Schwaben-Nord (sétima divisão alemã) em 1964
-
- Bayern Munique:
-
- Regionalliga Süd (segunda divisão alemã) em 1965
- Bundesliga (primeira divisão alemã) em 1969, 1972, 1973 e 1974
- Copa da Alemanha: 1966, 1967, 1969 e 1971
- Recopa Europeia: 1967
- Copa dos Campeões da UEFA: 1974, 1975 e 1976
- Copa Intercontinental: 1976
-
Lev Yashin
Lev Ivanovich Yashin – em russo, Лев Иванович Яшин (Moscou, 22 de outubro de 1929 — Moscou, 20 de março de 1990) – foi um goleiro soviético, considerado por muitos como o melhor que já existiu na história do futebol.
Era conhecido pela alcunha de Aranha Negra, devido ao seu uniforme todo preto. Único goleiro até hoje a ganhar a Bola de Ouro da France Football, prêmio para o melhor jogador da Europa, em 1963. Quando se aposentou, em jogo-despedida de 1971, a FIFA resolveu homenageá-lo com uma medalha de ouro especial, por sua extraordinária contribuição ao esporte. O prêmio dado oficialmente pela entidade ao melhor goleiro de uma Copa do Mundo também leva o seu nome.
Pioneirismo na Europa
Começou sua carreira como goleiro de hóquei no gelo na equipe de fábrica de ferramentas onde trabalhava em plena Segunda Guerra Mundial e aos quatorze anos decidiu atuar como goleiro de futebol.
Segundo a lenda, Yashin defendeu 150 pênaltis na carreira e não levou gol em 270 jogos. Inspirado no goleiro búlgaro Apostol Sokolov, em excursão deste em 1949 na URSS, deixou de restringir à pequena área, portando-se virtualmente como um líbero.[1] Desta forma, cortava cruzamentos altos, tomava as bolas nos pés dos atacantes e bloquear-lhe os ângulos.
Yashin também prezava pela antevisão dos lances adversários, antecipando de suas observações o movimento de defesa.[2] Aprimorando a idéia do búlgaro, espalharia pela Europa a noção de um goleiro avançado em relação à sua área.[3]
Carreira
Dínamo
Yashin defendeu o Dínamo de Moscou por toda a sua carreira de 22 anos, onde ingressou em 1949. O início não foi fácil, sendo gafes comum. Foi ganhar a posição em 1953, após a saída da estrela Aleksey Khomich. Naquele ano, ele, um fã de hóquei no gelo, decidiu recusar uma convocação da Seleção Soviética de Hóquei para concentrar-se no futebol.[3]
Sua era de ouro com o Dínamo iniciaria-se no ano seguinte, conquistando seu primeiro campeonato soviético pelo clube. Venceria a Liga outras quatro vezes (1955, 1957, 1959 e 1963). Foi também três vezes campeão da Copa da URSS (em 1953, 1967 e 1970). Entretanto, seus outros feitos no Dínamo são difíceis de se apurar com rigor, pois os melhores momentos de Yashin no clube foram nos mais fechados tempos de comunismo na Guerra Fria.[2]
Ainda assim, no ano em que ganhou seu quarto título soviético, foi eleito o melhor jogador da Europa pela France Football, que entregou a Bola de Ouro a ele e não a Gianni Rivera, principal nome do campeão europeu daquele ano (o Milan). Yashin despediu-se em 1971, após ganhar no final do ano anterior a Copa de URSS.
O Dínamo, embora tenha sido vice-campeão da Recopa Europeia em 1972, não soube repor a liderança, respeito e carisma de sua maior estrela, entrando em decadência: quem passou a disputar os troféus soviéticos com o rival Spartak Moscou foi outro Dínamo, o de Kiev. O de Moscou ficaria atrás dos dois na tabela dos maiores vencedores do campeonato soviético e a carência de títulos prosseguiria nos tempos pós-URSS: é a única grande equipe que ainda não ganhou o campeonato russo, ficando atrás do Spartak, dos também moscovitas CSKA e Lokomotiv e até de equipes menores, como o Zenit São Petersburgo e o Rubin Kazan.
Seleção
Pela Seleção Soviética jogou as Copas do Mundo de 1958, 1962, 1966 e 1970, sendo o único jogador do país a ter ido a quatro Copas, embora tenha jogado apenas as três primeiras; na última, quando já tinha 40 anos, foi como reserva de Anzor Kavazashvili, seu suplente no mundial de 1966 – na Copa em que Yashin ajudou a levar sua equipe ao quarto lugar, a melhor colocação do país na história do torneio.
Pelo fato de a Seleção render mais imagem internacional do que o Dínamo, boa parte do mito em torno de Yashin deve-se às suas exibições pela União Soviética, notadamente as realizadas nas Copas. Ele também conseguiu duas das três premiações soviéticas no futebol em seleções principais: a medalha de ouro nas Olimpíadas de 1956 e na Eurocopa 1960.
Ascensão
Carismático, era o modelo de pessoa para os dirigentes do Partido Comunista, do qual era membro.[3] Já não era um estranho para o mundo do futebol quando conseguiu o ouro olímpico nos Jogos de 1956, mas só alcançou grande fama internacional após a Copa de 1958. No segundo jogo da primeira fase, contra a Áustria, terceira colocada na Copa anterior, demonstrou pela primeira vez ao Ocidente uma de suas principais habilidades características: defendeu um pênalti sem dar rebote, e os soviéticos terminaram vencendo por 2 x 0.[4]
Mesmo no pandemônio que tomou conta da defesa soviética no jogo seguinte, quando foi a primeira do mundo a enfrentar juntamente Pelé e Garrincha, o goleiro salvou-se, levando apenas dois gols [5] – os mesmos adversários posteriormente marcariam cinco contra a mais respeitada França e a anfitriã Suécia. Após o jogo contra os brasileiros, a URSS teve de jogar um play-off contra a Inglaterra para decidir a vaga para os mata-matas.
Yashin foi a grande figura do jogo ao segurar a pressão inglesa após o gol soviético, o único da partida. Seria este desempenho, precisamente, que o começaria a celebrizá-lo entre os inventores do futebol e os ocidentais em geral.[6] Todavia, o jogo extra cansou os soviéticos, que não tiveram muita força para deter a anfitriã Suécia na próxima partida, pelas quartas-de-final.[7] Yashin terminou a Copa sendo eleito o melhor goleiro da competição, o que mais tarde tornar-se-ia uma premiação própria, que receberia o seu nome.
Dois anos depois, realizou-se a primeira Eurocopa. A União Soviética conseguiu um lugar entre as quatro seleções que decidiram em Paris a fase final do torneio. E a Eurocopa 1960 terminaria nas mãos dos vermelhos após trabalhosa vitória na prorrogação contra a Iugoslávia: o adversário atacou mais, Yashin defendeu muito e os soviéticos conseguiram os dois gols da vitória de virada em contra-ataques, fazendo os adversários perderem a cabeça: Viktor Ponedelnik, o autor do gol do título, saiu da partida direto para um hospital, com suspeita de fratura na costela, e o meia Igor Chislenko levou doze pontos em corte no supercílio.[8]
Reputação em dúvida
A participação na Copa seguinte foi garantida muito por conta do goleiro, fundamental para a classificação, em confronto direto contra a Turquia em Istambul; sua experiência e frieza foram fundamentais para segurar o selecionado soviético após os turcos empatarem a partida seis minutos após o gol da URSS, que tinha a vantagem do empate e sofreu pressão até os cinco minutos do fim, quando conseguiu marcar seu segundo gol e vencer o jogo.[9]
Porém, sua imagem após o torneio ficou apagada: o país foi eliminado novamente nas quartas-de-final pelos anfitriões, agora os chilenos. Desta vez, por duas falhas individuais do arqueiro: na primeira, esperando uma cobrança de falta adversária em dois toques – o que não seria o caso – pois o lance que a originara tinha sido uma obstrução, não se mexeu e a bola entrou em seu ângulo esquerdo.[10] A outra ocorreu apenas um minuto depois do gol de empate soviético, em que ele chegou atrasado em um chute rasteiro de fora da área.[10]
Apesar da boa estreia contra a Iugoslávia, onde os lances da URSS bons (os dois gols e as defesas de seu goleiro) e ruins (a fratura de Yeduard Dubins’kyi em meio à violência adversária) foram bastante similares às da decisão da Eurocopa dois anos antes,[8] seu mito chegara já um pouco abalado no jogo contra o Chile, piorando após a derrota para os donos da casa. A razão desse desgaste foi uma partida na primeira fase contra outros sul-americanos, os colombianos. A União Soviética vencia por 4 x 1, os três primeiros gols obtidos em três minutos no primeiro tempo.[11] Aos 22 minutos do segundo tempo, a Colômbia conseguiu um gol olímpico que passou entre a trave e o defensor Givi Chokheli, originando discussões que destabilizaram todo o time soviético, que em dez minutos permitiu o empate em 4 x 4,[11] o que o obrigou a se submeter novamente a um play-off, agora contra o Uruguai (vencido por 2 x 1).
A volta do Aranha Negra
Ainda assim, o goleiro manteve respeito o suficiente para ser o escolhido para defender no ano seguinte o gol da seleção do Resto do Mundo que enfretou a Inglaterra em partida que celebrou o centenário da Football Association. 1963 também marcou-lhe a entrega da Bola de Ouro, o que fez dele o primeiro (e, até hoje, único) goleiro a receber a prestigiada premiação da France Football como melhor jogador da Europa. Um ano depois, o prestígio renovou-se um pouco com a URSS novamente alcançando o final da Eurocopa, na segunda edição do torneio. Porém, a Eurocopa 1964 acabaria ficando com a anfitriã Espanha. No mesmo ano, realizaram-se as Olimpíadas de 1964 e, apesar de favorito para vencer no futebol, o país não participou.[12]
Veio a Copa do Mundo de 1966 e Yashin ainda amargava as lembranças de 1962, mesmo com a classificação para o mundial obtida sem maiores problemas. Na primeira fase, só foi titular na vitória contra a Itália.[13] Já com 37 anos, foi poupado do jogo contra a Coreia do Norte, a estreia,[14] e contra o Chile, pois os soviéticos já estavam classificados,[15] dando seu lugar ao reserva Anzor Kavazashvili. Nas quartas-de-final, voltou ao gol e a angariar imponência, ao ser o personagem do jogo, fazendo meia dúzia de defesas antológicas.[16] A União Soviética caiu na partida seguinte, a semifinal contra a Alemanha Ocidental, e perderia também o terceiro lugar para Portugal, mas o goleiro voltara a ser o Aranha Negra.
A URSS novamente ficou entre as quatro primeiras na Eurocopa 1968, mas com uma frustração: perdeu a vaga na final no cara e coroa, após empate sem gols contra a Itália, que terminaria campeã – a disputa por pênaltis ainda não era adotada para desempatar prorrogações e o jogo-desempate já não era mais adotado. Paralelamente, Yashin, à beira dos quarenta anos e da aposentadoria, cedia de vez o gol para seu suplente Kavazashvili. O lendário goleiro foi à Copa do Mundo de 1970, mas como reserva do georgiano, não jogando nenhuma partida. No ano seguinte, despediu-se de vez do futebol. Falta de magia ou não, quando despediu-se de mundiais, a União Soviética demoraria 12 anos para voltar a um.
Após parar
Ele se aposentou com 42 anos, em 1971, passando a treinar equipes juvenis e trabalhar como professor de educação física, além de ter participado das comissões técnicas do Dínamo e da seleção. Em 1984 teve de amputar uma perna devido a um problema circulatório. Dois anos depois, teve um AVC.[2] Morreu em 1990, por causa de um câncer de estômago, no ano anterior à desintegração do país em que nasceu.
Em uma eleição realizada em 1998 pela Fifa, Yashin foi escolhido o goleiro do século XX. Posteriormente, em 2004, foi eleito o melhor jogador russo dos 50 anos da UEFA, nos Prêmios do Jubileu da entidade.
Curiosidades
- Por causa de sua má fase inicial do Dínamo, em que ficou no banco de reservas por um período, considerou por um tempo a possibilidade de se tornar jogador de hóquei sobre o gelo.
- A frieza de Yashin no gol se manteve intacta durante toda sua carreira. Graças a um ritual pouco comum em que ele se submetia antes de jogos importantes. Nessas ocasiões, o goleiro sempre fumava um cigarro “para acalmar os nervos” e tomava uma vodca “para tonificar os músculos”.[17]
- A importância do futebol para o Aranha Negra ficou evidenciada em uma referência que fez a uma das maiores conquistas da história da humanidade, Yashin disse: “A alegria de ver Yuri Gagarin no espaço só é superada pela alegria de uma boa defesa de um pênalti“.
- Fã do futebol brasileiro e do goleiro Gilmar,[18] em 1965 obteve licença de seu governo para visitar o Brasil, escolhendo o Rio de Janeiro. Passava as manhãs na praia e às tardes treinava os goleiros do Flamengo, onde também mantinha a forma.[2]
Estatísticas
- 812 jogos na carreira
- 326 jogos pelo Dínamo de Moscou na liga soviética
- 78 jogos pela seleção nacional soviética
- 150 pênaltis defendidos
- 270 jogos sem levar gol
Prêmios e Homenagens
- Melhor jogador da Europa em 1963 – Prêmio Ballon d’or (até hoje foi o único goleiro a ganhar tal honraria)
- Em 1968 foi condecorado com a Ordem de Lenin por sua vitoriosa carreira de grande esportista soviético.
- Lev Yashin é considerado como o melhor goleiro da história das Copas do Mundo. Por isso o troféu da FIFA dado ao melhor goleiro do campeonato, que foi entregue pela primeira vez em 1994, leva o seu nome em reconhecimento a seu magnífico trabalho.
- Em 27 de dezembro de 1999 foi eleito como o melhor esportista russo do século XX, pelos jornalistas esportivos do seu país.
- Em 2004, foi eleito o melhor jogador russo dos 50 anos da UEFA, nos Prêmios do Jubileu da entidade.
- Eleito o goleiro da Seleção de Futebol do Século XX.
Títulos
- Campeonato Soviético (1954, 1955, 1957, 1959 e 1963)
- Copa da URSS (1953, 1967 e 1970)
- Medalha de Ouro nas Olimpíadas de 1956
- Eurocopa 1960
Leônidas da Silva
Leônidas da Silva (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1913 — Cotia, 24 de janeiro de 2004) foi um futebolista brasileiro, considerado um dos mais importantes da primeira metade do século XX. Tetracampeão pelo Botafogo, em 1935, primeiro campeonato oficial, no regime profissional.
[editar] Biografia
Era filho de “Dona” Maria e do “Sr.” Manoel Nunes da Silva e na infância era torcedor do Fluminense, encantado que foi com o grande time tricolor tricampeão carioca em 1917/1918/1919.
Conhecido como o “Diamante Negro” ou “Homem-Borracha”, Leônidas da Silva começou sua carreira em 1923 no infantil do São Cristovão do Rio. Em 1929 passou a jogar pelo Sirio Libanes F.C., e no mesmo ano disputou o Campeonato da Liga Brasileira pelo Sul América F.C. sagrando-se campeão. Ainda em 1929 foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira, onde estreou fazendo dois gols.
Em 1931 passou a atuar pelo Bonsucesso F.C. onde ficou até o final de 1932, tendo sido convocado diversas vezes para a Seleção Estadual, onde conquistou o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais em 1931. Como curiosidade, no Bonsucesso Leônidas jogava também Basquete e ajudou o clube a conquistar o Campeonato.
Em 1933 foi jogar pelo Peñarol do Uruguai onde ajudou o clube a conquistar o vice-campeonato. No ano seguinte retornou ao Brasil para jogar pelo Vasco da Gama, o qual ajudou a ganhar o campeonato carioca de 1934.
A sua primeira competição importante com a camisa da seleção foi a Copa do Mundo, em 1934, na Itália. O Brasil fez uma péssima campanha, perdendo logo na estréia e sendo eliminado, mas Leônidas marcou o único gol do Brasil na competição.
Em 1935 mudou novamente de clube, indo atuar no Botafogo, onde conquistou o bicampeonato carioca, e no ano seguinte, 1936, pelo Flamengo chegou ao tri-campeonato estadual, por 3 equipes diferentes. No Flamengo consolidou sua imagem como ídolo nacional e ajudou a combater o preconceito, sendo um dos primeiros jogadores negros a jogar pelo clube.
Em 1938, foi artilheiro da Copa do Mundo com oito gols, incluindo três marcados contra a Polônia. O Brasil conseguiu a sua melhor participação em mundiais até então, ficando com a terceira colocação. Posteriormente, Lêonidas foi escolhido o melhor jogador do mundial.
Em 1942 transferiu-se para São Paulo e atuou no São Paulo Futebol Clube. Foi cinco vezes Campeão Paulista, tornado-se um dos maiores ídolos da história do São Paulo, sendo homenageado no museu do clube com uma réplica de uma bicicleta que ele executou.
Durante a década de 40, devido a Segunda Guerra Mundial, os mundiais que seriam realizados em 1942 e 1946 foram cancelados, prejudicando enormemente jogadores como Leônidas, que não tiveram a oportunidade de se tornar conhecidos e reconhecidos mundialmente.
Depois de abandonar os gramados, em 1951, ainda continuou ligado ao esporte. Foi dirigente do São Paulo, logo depois virou comentarista esportivo, sendo considerado por muito um comentarista direto, duro e polêmico. Chegou a ganhar sete Troféus Roquette Pinto. Sua carreira de radialista teve que ser interrompida em 1974 devido a doença do Mal de Alzheimer. Durante trinta anos ele viveu em uma casa para tratamento de idosos em São Paulo até morrer, em 24 de janeiro de 2004, por causa de complicações relacionadas à doença. A sua esposa e fiel companheira, Albertina Santos, foi quem cuidou dele até seus últimos dias. Todos os dias ela visitava o marido e passava o tempo com ele, cuidando do ex-craque. O tratamento foi mantido pelo São Paulo, último time que Leônidas defendeu como jogador. Foi enterrado no Cemitério da Paz, em São Paulo.
Graças ao trabalho de pessoas esforçadas o legado do “Diamante Negro” jamais será esquecido, mesmo o Brasil sendo considerado uma país que não dá atenção aos ídolos do passado. Foi lançada uma biografia do atleta e sua vida vai ser transformada em filme. Tudo para que os amantes do futebol não esqueçam desse que foi um dos maiores jogadores de todos os tempos. Alguns acham que isso ainda é pouco, já que Leônidas foi um dos maiores ídolos do Brasil, até o aparecimento de Pelé, no final dos anos 50. Alguns consideram Leônidas melhor que Pelé, porém é algo que ficará incerto, visto que os jogos ainda não eram televisionados na época em que Leônidas atuava como jogador.
Leônidas recebeu o crédito por ter inventado a “bicicleta”. Ele mesmo se autoproclamava o inventor da plástica jogada. Alguns afirmam ter sido criada por um outro jogador brasileiro, Petronilho de Brito, e que Leônidas apenas a teria aperfeiçoado.
A primeira vez que Leônidas executou essa jogada foi em 24 de abril de 1932, em uma partida entre “Bonsucesso” e “Carioca”, com vitória do Bonsucesso por 5 X 2. Já pelo Flamengo, realizou a jogada somente uma vez, em 1939 contra o Independiente, da Argentina, que ficou muito famosa na época.
Pelo São Paulo ele realizou a jogada em duas oportunidades, a primeira em 14 de junho de 1942, contra o Palestra Itália, na derrota por 2 x 1. E a mais famosa de todas, em 13 de novembro de 1948, contra o Juventus, na goleada por 8 X 0. A jogada ficou imortalizada pela mais famosa foto do jogador.
Na Copa do Mundo de 1938 ele também realizou a jogada, para espanto dos torcedores
- O apelido de “Diamante Negro” foi dado pelo jornalista francês Raymond Thourmagem, da revista Paris Match, maravilhado pela habilidade do brasileiro. Já o apelido de “Homem-Borracha”, também dado pelo mesmo jornalista, foi devido a sua elasticidade.
- Anos mais tarde a empresa Lacta homenageou-o, criando o chocolate “Diamante negro”, vendido até hoje. A empresa só pagou dois contos de réis à época, sendo que Leônidas nunca mais cobrou nada pelo uso da marca.
- A derrota do Brasil na semifinal da Copa de 38, para a Itália, provocou controvérsias na época. Leônidas não atuou devido a uma lesão, porém, o técnico da seleção na época, Adhemar Pimenta, foi injustamente acusado de ter menosprezado a Itália, poupando Leônidas para a final. Na verdade, o matador não tinha condições de jogo, como ficou comprovado depois.
- Ainda em consequência dessa derrota, o reserva de Leônidas, o jogador Niginho, declarou em 1958, que Leônidas teria forjado sua contusão para não atuar, devido a um suposto pagamento do ditador italiano, o fascista Benito Mussolini. Leônidas acabou processando-o por calúnia, e venceu nos tribunais.
- Em 1942, em sua chegada a São Paulo, o atleta foi recebido por aproximadamente 10 mil pessoas na estação de trem da Luz.
Clubes
- São Cristóvão
- Sírio Libanês
- Bonsucesso
- Peñarol (Uruguai)
- Vasco da Gama
- Botafogo
- Flamengo
- São Paulo
- Seleção Brasileira
Títulos
Campeonato Carioca (1934) – Vasco da Gama
Campeonato Carioca (1935) – Botafogo
Campeonato Carioca (1939) – Flamengo
Campeonato Paulista: (1943, 45, 46, 48 e 49) – São Paulo
Copa Rio Branco (1932) – Seleção Brasileira
Copa Roca (1945) – Seleção Brasileira
3º lugar na Copa do Mundo (1938) – Seleção Brasileira
Artilheiro da Copa do Mundo de 1938 (França)
Gols
- Seleção Brasileira: 37 Gols em 37 Jogos
- São Paulo: 140 Gols em 211 Jogos
- Flamengo: 142 Gols em 179 Jogos
Zizinho
Tomás Soares da Silva, mais conhecido como Zizinho, (São Gonçalo, 14 de setembro de 1921 — Niterói, 8 de fevereiro de 2002) foi um futebolista brasileiro. Foi o ídolo de Pelé e jogou como atacante para a Seleção Brasileira.
É um dos maiores jogadores da história do futebol mundial. Começou nas divisões de base do Byron, de Niterói, e foi revelado e jogou entre 1939 a 1950 no Flamengo sediado no Rio de Janeiro, e com ele o time ganhou o seu primeiro tricampeonato estadual em 1942, 1943 e 1944, além do Campeonato Carioca de 1939. Antes da estréia na Copa do Mundo de 50, Zizinho foi vendido para o Bangu Atlético Clube, clube que defendeu por 6 anos e do qual foi o 5º maior artilheiro, com 120 gols. Na Copa de 50 seu estilo de jogar maravilhou os torcedores e ajudou o Brasil a chegar até a final; e mesmo apesar da derrota surpreendente de 2 a 1 para o Uruguai, foi considerado o melhor jogador daquela copa. Zizinho é considerado por muitos o jogador mais completo depois de Pelé, tendo marcado 145 gols pelo Flamengo e 31 pela a seleção. Em 1957 teve uma passagem pelo São Paulo, onde conquistou seu quinto título estadual, marcando 24 gols. Seu último clube foi o Audax Italiano, do Chile. Zizinho foi considerado por Pelé como o seu ídolo. Tudo porque quando o Rei estava começando a carreira de jogador no Santos Futebol Clube, ele viu Zizinho atuando pelo São Paulo Futebol Clube, em 1957 onde conquistou o Campeonato Paulista daquele ano. Suas atuações impressionaram tanto o futuro Rei do Futebol, que ele sempre o cita como ídolo e inspiração, ao lado de seu pai, Dondinho. Zizinho foi o responsável pelo surgimento de outro craque: Gérson. Zizinho era amigo do pai de Gérson, e quando ele iniciou a carreira de jogador, sempre ouvia atentamente os conselhos do “Mestre Ziza” (apelido carinhoso de Zizinho), no tocante à marcação, visão de jogo, distribuição de passes, e partindo em velocidade com a bola dominada. Em agradecimento, o “Canhotinha de Ouro” sempre que entrevistado, cita carinhosamente Zizinho como seu mentor e incentivador na carreira de jogador. Após encerrar a carreira, Zizinho tornou-se fiscal de rendas do Estado do Rio de Janeiro, função que exerceu até a aposentadoria.
| Anos | Clubes | Jogos (golos) |
|---|---|---|
| 1939-1950 1950-1957 1957-1958 1958-1962 |
329 (146) ? (87) ? (24) ? (16) |
|
| Seleção nacional | ||
| 1942-1953 | 54 (31) | |
Títulos
Pelo Flamengo
Pelo São Paulo
Pela Seleção Brasileira
Artilharia
- Campeonato Carioca de 1952 – (19 gols)
Luisinho , O pequeno polegar
Luís Trochillo, o Luisinho, (São Paulo, 7 de março de 1930 — São Paulo, 17 de janeiro de 1998) foi um futebolista brasileiro. Era conhecido como o pequeno polegar devido à sua baixa estatura.
Conquistou 21 títulos, entre eles, o Torneio Rio-São Paulo (1950, 1953 e 1954), Campeonato Paulista (1951 e 1952) e o Campeonato Paulista do 4º Centenário, em 1954.
“Se vendê-lo, a torcida me mata e incendeia o Parque São Jorge”. Com essa declaração, o então presidente do Corinthians, Alfredo Ignácio Trindade, explicou a decisão de não ceder um certo ponta-esquerda do elenco ao Atlético de Madrid por 1 milhão de dólares em meados dos anos 1950. Mais do que isso, o dirigente demonstrou com todas as letras que nenhum valor, astronômico para a época, tiraria o prazer da torcida do Timão em se divertir com os espetáculos do pequeno Luizinho.
Um jogador que levou a torcida dos adversários à loucura e a do Corinthians ao delírio. Tecnicamente era um atacante endiabrado, que driblava com incrível facilidade, ia ao fundo do campo com velocidade e ainda fazia gols de cabeça, subindo mais do que altos zagueiros, embora fosse baixinho e frágil fisicamente. Era ao mesmo tempo irreverente e abusado. Chegou mesmo a driblar adversários e depois sentar na bola, para provocar a torcida. Se o rótulo já fosse utilizado naquela época, certamente teria entrado na história como o primeiro “bad boy” da história do futebol brasileiro. A torcida corinthiana deu-lhe o apelido de “O Pequeno Polegar” e simplesmente o adorava. Para muitos que o viram jogar é o maior ídolo da história do clube.[1]
Mesmo sendo uns dos principais jogadores de sua época, Luizinho não teve passagens pela seleção brasileira comparáveis ao futebol jogado no Corinthinas. Tal qual Ademir da Guia, do Palmeiras, Canhoteiro, do São Paulo e Dirceu Lopes, do Cruzeiro, Luizinho ficou na lembrança dos torcedores de seu clube, mas não teve grandes oportunidades com a amarelinha.
Luisinho e o ex-artilheiro Neco são únicos ex-jogadores do Corinthians a terem um busto em sua homenagem no Parque São Jorge.
Matéria interessante da TV Cultura sobre um dos maiores jogadores que já vestiram o manto sagrado , Luisinho , que se não foi o maior de todos os tempos , fez o melhor ataque de todos os tempos que o Corinthians já teve ….. Luisinho , Claudio , Baltazar .
http://donineto.wordpress.com/2008/10/07/luisinho-o-pequeno-polegar/
Grêmio Prudente 2 X 0 Corinthians
Foi uma pena. O Corinthians foi melhor o jogo todo, teve mais chances, mais bolas na trave, perdeu muitos gols, Roberto Carlos quase marcou um golaço num chute de longe em que o goleiro Márcio do Grêmio foi bem; aliás catou bem o jogo todo e se não fosse por ele o Curingão teria ganhado por uns 3 ou 4. Mas abusou dos erros e temou o primeiro aos 19 minutos, pouco depis de uma chance perdida por Dentinho. Aí o time saiu de qualquer jeito para tentar empatar mas levou osegundo no fim. Pena. Agora está assim a classificação:
| TIME | PG | J | V | E | D | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Santos | 35 | 15 | 11 | 2 | 2 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2 | Santo André | 33 | 15 | 10 | 3 | 2 |
| 3 | São Paulo | 30 | 15 | 9 | 3 | 3 |
| 4 | Corinthians | 26 | 15 | 7 | 5 | 3 |
| 5 | Portuguesa | 25 | 15 | 7 | 4 | 4 |
| 6 | Botafogo-SP | 25 | 15 | 7 | 4 | 4 |
| 7 | Grêmio Prudente | 25 | 15 | 7 | 4 | 4 |
| 8 | Ponte Preta | 24 | 15 | 7 | 3 | 5 |
Ou seja, há 4 times na cola do Timão que sódepende de si para classificar-se. Mas agora ficou mais difícil.
Força Curinthia!!!
Champions League
Finalmente após as oitavas de final que foram fantásticas a Champions chega as quartas. Eis os confrontos:
| 30/03/2010 | ||||||
| 16h45 | Lyon | x | Bordeaux | Gerland | Lyon | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 16h45 | Bayern de Munique | x | Manchester United | Allianz Arena | Munique | |
| 31/03/2010 | ||||||
| 16h45 | Internazionale | x | CSKA Moscow | San Siro (Giuseppe Meazza) | Milão | |
| 16h45 | Arsenal | x | Barcelona | Emirates Stadium | Londres | |
| Quartas de final – VOLTA | |||||||
| HORA | JOGO | ESTÁDIO | CIDADE | RELATO | |||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 06/04/2010 | |||||||
| 16h45 | Barcelona | x | Arsenal | Camp Nou | Barcelona | ||
| 16h45 | CSKA Moscow | x | Internazionale | Luzhniki | Moscou | ||
| 07/04/2010 | |||||||
| 16h45 | Bordeaux | x | Lyon | Jacques Delmas | Bordeaux | ||
| 16h45 | Manchester United | x | Bayern de Munique | Old Trafford | Manchester | ||
Os cruzamentos se dão conforme a rodad de ida: ovencedor do 1º jogo pega o doi 2º e o vencedor do terceiro pega o do quarto.
Tirando CSKA e Inter ( teórica vantagem da Inter mas vejam o Sevilla que se danou), os outros são clássicos do fiutebol europeu: um francês, um entre espanhóis e inglese e o último com a boa e velha rivalidade entre alemães e ingleses (em 99 o Manchester foi campeão no último minuto em cima da equipe da Baviera).
Serão jogos imperdíveis.
Abraços.
GID
Corinthians e Libertadores: um caso trágico
Olá amigos.
No ano do centenário o nosso coringão que mora no nosso coração participa da Taça Libertadores. E todos sabemos que é uma história trisste para nós. E gostaríamos que este ano fosse diferente. Mas Libertdores é um torneio difícil e o querido Time da Fazendinha não tem boas recordações.
No total oo Timão tem 7 participações em 1977,1991,1996,1999,2000,2003,2006 e este ano, 2010.
Em 1977 o time foi eliminado na 1ª fase sem ter feito algo de memorável, nuyma época em que nossos times não entravam emparafuso pela competição.
Em 1991 com o time campeão barsileiro de 90, que não era muito brilhante tecnicamente mas tinha muita raça conseguiiu avançar para a segunda fase. Mas pegou de cara oo Boca e sucumbiu diante da tradição do adversário.
A partir daí começa o festival de eliminações vexaminosas.
Em 1996 chegamos às quartas de final enfrentando o então atual campeão Grêmio, que havia sido batido pelo Corinthians no ano anterior na decisão da Copa do Brasil. E na primeira partida em pleno Pacaembu tomamos de 3X0. Foi mmuito feio. No Sul vencemos por 1 a0 com um gol no final. Em seguida o Grêmio foi batido pelo América de Cáli.
Em 1999 o Corinthians chegou às quartas de novo desta vez contra o maior rival, o Plameiras. Perdeu o primeiro jogo por 2X0 com uma tauação muito ruim e preocuoante. Quando ytudo parecia perdido, o time jogou de forma magnífica o segundo jogo e venceu por 2×0. Se não tivesse tirado o pé do acelerador no fim do jogo, teria feito o terceiro. O jogo foi para o pênaltes: 4X2 pro porco, com Dinei e Vampeta chutando mal para cacete. O porco venceu a competição naquele ano.
Em 2000 com um baita time, ainda melhor que o do ano anterior que já era fortíssimo, chegamos às semifinais, novamente contra o parmera. Era chance de se vingar. O Corinthians chegou a fazer 3×1, que era ótimo. Mas pernitiu o empate. No fim saiu o gol da vitória com um chute desviado do Vampeta que enganou Marcos. No segundo jogo o Cornthians ganhava por 2×1, com gols de Luizão que foi tirado pelo Oswaldo . De novo o Corinthians não conseguiu manter o resltado e levou a lamentável virada: 3×2, com o último gol de Galeano, que horrível. Nos pênaltes perdemos po 5×4, com Marcelinho errando. De novo o porco no meio do caminho. Triste noite.
Em 2003 e 2006 foram duas eliminações quase idênticas: ambas forema em oitavasde final contra o River Plate. Nas duas ocasioões o jogo de ida foi na Argentina. Em ambas o Corinthians começou vencendo e jogando bem. Mas da primeira vez Kléber foi expulso e o time levou a virada. Da segunda, com Tévez no time , o Rivere virou par 3×1 mas no fim fizemos o segundo gol e cabou 3×2(em 2006 jávalia aregra dos gols fora). Em 2003 o segundo jogo foi no Morumbi e em 2006 no Pacaembu. Em 2003 começamos vencendo o jogo de volta mas o time jogou nervoso e perdido e cabou levando a virada: final 2×1. Em 2006 foi pior: também saímos na frente, jogávamos bem mas o time sofreu o empate. Apartir daí o time se perdeu e precisando de apenas um gol (lembrem-se que o Corinthians havia feito 2 gols na Argentina) e o técnico escancarou o time. Resultado: 3×1 pro River. No fim houve o confronte entre torcida e os heroicos PM’s. Lamentável : 4 derrotas de virada.
Agora com centenário Ronaldo, Mano Menezes etc. temos uma nova esperança. Mas não devemos esquecer que sempre a trocida sempre fica com uma nóia desgraçada quanbdo otimão disputa libertadores. E quase sempre depois de uma eliminação lo time sai destruído: em 99 torcedores foram tirara satisfação com algunsd jogadores como Edilson e isso levou ao fim daquele brilhante time.
Tenhamos fé e estrutura emocional para não misturara futebol com fanatismo injustificado.
Abraços.
GID
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